Um dos gênios da música e poesia brasileiras faz 50 anos
de carreira. Por aqui, é urgente deleitar-se com suas consagradas canções. Carioca de nascimento e mineiro de coração, inaugura o cenário da música nacional com a canção Travessia que compôs em parceria com Fernando Brant. Este é um resgate da brasilidade que a indústria atual não consegue (ou não quer) revelar.
Milton Nascimento é palavra musicada, é melodiosa poesia.
“Porque se chamavam
homens
Também se chamavam
sonhos
e sonhos não
envelhecem.”
"Ser o senhor e ser a
presa
É o mistério, a maior
beleza.
Amor é dom da natureza.
Amar é laço que não escraviza."
“Preso a canções.
Entregue a paixões
que nunca tiveram fim.
Vou me encontrar longe do
meu lugar
Eu, caçador de mim.”
“Solto a vós nas
estradas. Já não quero parar.
Meu caminho é de pedras. Como
posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento
vem terminar.
Vou fechar o meu canto. Vou
querer me matar.”
“Qualquer maneira de amor vale o canto.
Qualquer maneira me vale cantar.”
“Mas quem ficou, no
pensamento voou
com seu canto que o outro
lembrou.
E quem voou, no
pensamento ficou
com a lembrança que o
outro cantou.”
“São só dois lados da
mesma viagem.
O trem que chega é o
mesmo trem da partida.
A hora do encontro é
também despedida.
A plataforma dessa
estação
é a vida desse meu lugar.”
“Há um passado no meu
presente,
um sol bem quente lá no
meu quintal.
Toda vez que a bruxa me
assombra
ele vem pra me dar a mão.
(...)
Há um menino, há um
moleque
morando sempre no meu
coração.
Toda vez que o adulto
fraqueja
ele vem pra me dar a mão.”
“Para quem quer se soltar
invento o cais.
Invento mais que a
solidão me dá.
Invento lua nova a
clarear.
Invento o amor e sei a
dor de me lançar.”
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