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30 de setembro de 2013

"Travesseiro dos seus braços."




Um dos gênios da música e poesia brasileiras faz 50 anos de carreira. Por aqui, é urgente deleitar-se com suas consagradas canções. Carioca de nascimento e mineiro de coração, inaugura o cenário da música nacional com a canção Travessia que compôs em parceria com Fernando Brant. Este é um resgate da brasilidade que a indústria atual não consegue (ou não quer) revelar. Milton Nascimento é palavra musicada, é melodiosa poesia.



“Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
e sonhos não envelhecem.”


"Ser o senhor e ser a presa
É o mistério, a maior beleza.
Amor é dom da natureza.
Amar é laço que não escraviza."


“Preso a canções.
Entregue a paixões
que nunca tiveram fim.
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim.”


“Solto a vós nas estradas. Já não quero parar.
Meu caminho é de pedras. Como posso sonhar?
Sonho feito de brisa, vento vem terminar.
Vou fechar o meu canto. Vou querer me matar.”



“Qualquer maneira de amor vale o canto.
Qualquer maneira me vale cantar.”




“Mas quem ficou, no pensamento voou
com seu canto que o outro lembrou.
E quem voou, no pensamento ficou
com a lembrança que o outro cantou.”


“São só dois lados da mesma viagem.
O trem que chega é o mesmo trem da partida.
A hora do encontro é também despedida.
A plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar.”


“Há um passado no meu presente,
um sol bem quente lá no meu quintal.
Toda vez que a bruxa me assombra
ele vem pra me dar a mão.
(...)
Há um menino, há um moleque
morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto fraqueja
ele vem pra me dar a mão.”



“Para quem quer se soltar invento o cais.
Invento mais que a solidão me dá.
Invento lua nova a clarear.
Invento o amor e sei a dor de me lançar.”