18 de agosto de 2013

Nietzsche, sedento pela noite.









A noite chegou; agora todas as fontes falam mais alto. E a minha alma também é uma fonte. A noite chegou; somente agora todas as canções dos amantes acordam. E a minha alma, também, é canção de apaixonado. Eu sou a luz; ah, que noite fosse! Mas esta é a minha solidão, que estou cingido de luz. Ah! Que eu fosse sombrio e noturno! Como eu haveria de sugar os seios da noite! Os sós voam como uma tempestade nas suas órbitas: assim é o seu movimento. Eles seguem a sua vontade inexorável: isto é a sua frieza. Estou cercado de gelo, minha mão foi queimada pelo gelo. A noite chegou e, com ela, a sede pelo noturno! E pela solidão!

Nietzsche




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