É sempre tempo de desapego. Não importa o quanto planeje, não
importa o quanto se iluda, não importa o quão controlador seja, NÓS NÃO NOS
PERTENCEMOS. Somos tomados pelo inesperado e atirados para longe de nós mesmos,
para um universo que o nosso dia a dia desconhece.
O inesperado serve para que reflitamos sobre a nossa efemeridade
e a nossa leveza, tal qual o fio de linha rodopiando pelo impulso do vento. NÓS
NÃO POSSUÍMOS ÂNCORAS. E seguimos com
nossas esperanças e ausências, borboleteando de flor em flor, sem fazer
de nenhuma delas a nossa real morada. A BELEZA RESIDE NO BATER DAS ASAS, NÃO NO
POUSO.

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