A todo o momento me
vem recordações de inúmeros, incontáveis fatos durante a minha vida em que fui
alvo de críticas. Aprendi a ser auto crítica. Deixar a casa de minha mãe
contribuiu para que eu penetrasse num processo de verdadeiro resgate, de descoberta de que eu não sou aquilo que ouvia sobre mim.
A sociedade ou
entidade conjugal também revelou ser um caminho equivocado, eivado dos vícios
que pretendia evitar. Resultado: caminho interno sofrido. Vivo um momento
peculiar, atualmente.
Aprendi que devo ser prioridade para mim mesma. E aprendi
que algumas pessoas não cabem no meu poema, parafraseando Carlos Drummond.
Cheguei à seguinte consideração: fatos são fatos e mimimi não passa de conversa
fiada.
Modestamente:
MÃES TAMBÉM ERRAM.
SIM, EU ERRO. VOCÊ
NÃO?
MÃES E PAIS NÃO SÃO
DEUSES.
TODOS PRECISAM DE
COMPREENSÃO E CARINHO.
FILHOS DEVEM
CONHECER LIMITES.
DEVEMOS AFASTAR-NOS
DE TUDO O QUE NOS INCOMODA.
DESAPEGUEMO-NOS,
NÃO HÁ MELHOR CAMINHO.
SEJAMOS CURIOSOS,
NÃO INCONVENIENTES.
SABEDORIA É SABER
DECIDIR COM PARCIMÔNIA.
SEM ESSA DE
RELACIONAMENTO ETERNO.
A EVOLUÇÃO É PASSO
ÚNICO E INDIVIDUAL.
O ETERNO INSTANTE
CHAMA-SE AGORA.
Ocasionalmente, porém, continuemos a tricotar os mimimis.

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