15 de fevereiro de 2013

Criança tem cada pergunta!!!





Começo da tarde de uma quinta-feira, dia 07 de fevereiro. Sol a pino do outro lado do vidro. Deste como só a caatinga com suas raízes profundas consegue suportar.

Estávamos eu, Nínive e um pequeno grupo de pessoas num transporte voltando de Feira de Santana rumo a Riachão do Jacuípe, onde trabalho e resido.

O pensamento longe, preocupada em chegar a tempo do expediente vespertino. Tranquila, porém, sensação que pode ser atribuída devido ao efeito do ar-condicionado no interior do veículo.

Após passarmos pelo posto de gasolina, localizado num entroncamento no qual a BR bifurca-se em dois destinos, tomando um deles, há um povoado. A placa anuncia “Bem vindo a Vila Feliz”.

Noutros tempos, me apercebi pensando que tal designação a um povoado se assemelhava àquelas cidadezinhas docemente desenhadas e construídas para um convívio pacato e lúdico entre personagens fictícios.

Então, a meu ver, ‘Vila Feliz’ parecia soar bem para uma novelinha das 18h ou um conto simpático. Mas a pequena, com a sabedoria dos seus 6 anos de idade, trouxe uma vertente psicológica para explorarmos.

- Mãe! ‘Vila Feliz’ é o nome dessa cidade, é?

- É um povoado, mãe. É pequena, é menor que uma cidade, por isso chamamos povoado. Moram poucas pessoas.

- Mas quer dizer que as pessoas que moram aí são todas felizes? Ninguém briga aí, né? Aí todo mundo deve ser feliz.

Todos riram. Ser adulto, às vezes, é divertir-se do universo das sobriedades infantis. Eu não ousaria contrariar a seriedade daquela suposição.

- Ahhh, sim! Aí as pessoas vivem muito bem! Todas muito felizes.




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