7 de dezembro de 2014

Encontro íntimo.



Dragão alquímico de Ripley, 1652.

Há circunstâncias que te levam pro epicentro de um estouro. Quando você retorna à razão, então descobre ser tarde demais. Já falou demais, já agiu fora da linha, já foi exorbitante.


Chega o momento do aprendizado. Aprendizado quase que sanguíneo. Ocasião na qual você pode compreender suas próprias fronteiras, onde repousam suas limitações. O trágico é a certeza de que, se os elementos se reunirem, você pode explodir de novo. E de novo... E mais uma vez...


Isso não é confortante, não é um cenário produtivo. É necessário aprender formas de distanciar-se do centro do problema. Construir vias adjacentes para não ser tragado de novo pela Fera oculta, uma rancorosa e mortífera esfinge.


Então, surge o exercício da Aranha, tão caprichosa e bravia rendeira, vai tecendo aos poucos os artifícios com que a Esfinge se confunde. Tecendo o diálogo com que desconstrói os pilares da Dama Sombria. E a nossa vida inteira é esse encontro íntimo.



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