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| Dragão alquímico de Ripley, 1652. |
Há circunstâncias que te levam pro epicentro de um estouro.
Quando você retorna à razão, então descobre ser tarde demais. Já falou demais,
já agiu fora da linha, já foi exorbitante.
Chega o momento do aprendizado. Aprendizado quase que sanguíneo.
Ocasião na qual você pode compreender suas próprias fronteiras, onde repousam
suas limitações. O trágico é a certeza de que, se os elementos se reunirem,
você pode explodir de novo. E de novo... E mais uma vez...
Isso não é confortante, não é um cenário produtivo. É necessário
aprender formas de distanciar-se do centro do problema. Construir vias
adjacentes para não ser tragado de novo pela Fera oculta, uma rancorosa e
mortífera esfinge.
Então, surge o exercício da Aranha, tão caprichosa e bravia
rendeira, vai tecendo aos poucos os artifícios com que a Esfinge se confunde.
Tecendo o diálogo com que desconstrói os pilares da Dama Sombria. E a nossa
vida inteira é esse encontro íntimo.
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