O petismo está levando o país à desforra moral.
Desacreditamos e somos desacreditados.
Se a oposição se resumisse à tucanada, menos mal seria. Mas a
antipatia advém de todos os lados contra a petulância, contra a arrogância de
quem se advoga defensor do povo, mas lhe retira o mínimo de sua suada
dignidade: o pão da mesa e o valor do trabalho.
É notório que nos primeiros anos do plano real tivemos um tempo de
tranquilidade que tornou possível o consumerismo que mais tarde orgulhara o sr.
Luís Inácio. Com o consumo em queda, com a economia estagnada, com a educação
arrastando-se para não envergar os números desejáveis pelas entidades
internacionais, com a saúde pública em estado de apneia, com o orçamento
doméstico se contorcendo até não poder mais pelo aumento no preço dos produtos
mais básicos, o que querem fazer crer a trupe da esperança?
Ora, a minha de há muito anda desfalecida. Eu vejo burguesinhos e
burguesinhas babando seus sonhos de revolução socialista, metidos como um pau
morto em velhas teorias que jamais se concretizarão.
O nosso possível, o nosso
desejável e o nosso necessário é o mínimo de vida digna, é a subsistência
digna, com possibilidade de trabalho a todo aquele que tem força laboral e isso
o petismo não permitiu. Seu compromisso é o poder como fim.

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