Há muitas referências que denotam em YIN o lado sombrio, algo
denso e involuído, por essa razão, muitos pensadores chegaram a identificar
isso como um sinal de fraqueza. O YIN é identificado como aspecto do feminino e
o YANG como o do masculino.
E nisso deturparam grosseiramente e identificaram a mulher como
um indivíduo limitado e de natureza frágil, quando não leviana. Todos os indivíduos
devem cultivar tanto o YIN como o YANG, pois há evidente interação na
diferença.
O YIN basicamente são as nossas emoções, sensibilidade, nossas
vontades, o exercício artístico, também as nostalgias, vaidades, os medos, as frustrações etc. O YANG é o nosso
intelecto, nosso aspecto mais racional e sistêmico, é a lógica, a linguagem,
mas também o orgulho, a ambição, a falta de compaixão com o outro etc. Um
aspecto tende a amenizar os efeitos do outro.
YIN sutiliza YANG; YANG fortalece e assegura YIN. São
complementares, apesar de muitos os considerarem opostos. E estão presentes em
todos os indivíduos. Ao contrário do que escrevem por aí, identificando as
mulheres como YIN e os homens como YANG.
YIN e YANG são arquétipos, conforme entendimento de Jung,
imagens incrustadas idealmente no inconsciente coletivo emitindo aí seu
significado e sua energia. São símbolos dotados de valor consciente e
inconsciente. Nada a ver com questões relativas ao gênero.
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