1 de janeiro de 2014

Sem mais pretensões.







Quero cultivar as coisas simples. Apreciar a leitura de um livro, citar seus fragmentos. Sorver uma xícara de chá, observar o vapor desfazendo-se no ar. Preparar uma sopa como as velhas bruxas das lendas infantis que preparam encantamentos em caldeirões. Não eu não tenho caldeirões. Mas, talvez, eu me permita tê-los um dia. Servi-la a quem ama.

Observar a filha e sentir que a ama sem medidas. Sentir que a ama tanto que tem até vontade de comê-la! Morder a filha, fazer um carinho de bicho, mesmo que ela não goste! Comer muitos doces, ainda que se saiba que desse modo você não vai longe com a dieta. Tomar vinho gelado e ouvir a avó reclamar mais uma vez que você bebe muito!


Divagar o olhar na noite, escutar o vento zumbindo no corredor e chacoalhando as folhas despreocupadas. Escutar a mesma música ene vezes. Escrever, sonhar metáforas, chorar, escrever. No ciclo que se inicia continuo a tecer meu caminho e resgatar algo impresso e perdido ainda nas linhas da infância. Isso é importante!



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