18 de agosto de 2013

Sobre o feminicídio.








Uma realidade que fulmina toda a ética e toda a forma de moral.
Mulheres agredidas, silentes, desprotegidas, abandonadas e, por fim, vulneráveis.
Tratadas com o escárnio ou o desprezo quando ousam levantar a voz contra aqueles que lhes tolhem a dignidade e o respeito.
Mulheres que devem procurar 'alinhar-se' aos pilares da cultura que lhes subjuga e lhes condena à paz da resignação e da impotência.
Ser impotente não é, em absoluto, estar em paz!
Estar em paz não deve ser, na mesma medida, perdoar e esquecer.
A paz para combater o feminicídio - ou seja lá qual a denominação consideremos mais adequada - está na catarse da luta, no embate febril, no incansável erguer-se, no diário equiparar-se.
A paz para trazer à mulher a condição de ente responsável por si e autônomo.
Mulher deve ser sujeito que conquista a própria dignidade, contudo, o que vemos arrastar-se por séculos é o avesso de sua natural expressão.
O que nos permite inferir que à mulher sempre foram reservados os espaços da futilidade e do enclausuramento doméstico.
Feminicídio: da tortura psíquica até o banimento emocional; do constrangimento moral até a devastação física; da sujeição sexual até a abstenção humana.
Sejamos pois, violentas na nossa expressão.
Sejamos agressivas em determinar a nossa conduta diante de um bem comum a todas.
Sejamos contundentes em atos e palavras, até a exaustão!
Até que da velha ordem patriarcal reste apenas o estupefato.
Por gerações, mulheres, sejamos violentas, agressivas e contundentes no combate!

Sejamos melhores que eles!



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