Uma realidade que fulmina
toda a ética e toda a forma de moral.
Mulheres agredidas,
silentes, desprotegidas, abandonadas e, por fim, vulneráveis.
Tratadas com o escárnio
ou o desprezo quando ousam levantar a voz contra aqueles que lhes tolhem a
dignidade e o respeito.
Mulheres que devem
procurar 'alinhar-se' aos pilares da cultura que lhes subjuga e lhes condena à
paz da resignação e da impotência.
Ser impotente não é, em
absoluto, estar em paz!
Estar em paz não deve
ser, na mesma medida, perdoar e esquecer.
A paz para combater o
feminicídio - ou seja lá qual a denominação consideremos mais adequada - está
na catarse da luta, no embate febril, no incansável erguer-se, no diário
equiparar-se.
A paz para trazer à
mulher a condição de ente responsável por si e autônomo.
Mulher deve ser sujeito
que conquista a própria dignidade, contudo, o que vemos arrastar-se por séculos
é o avesso de sua natural expressão.
O que nos permite inferir
que à mulher sempre foram reservados os espaços da futilidade e do
enclausuramento doméstico.
Feminicídio: da tortura
psíquica até o banimento emocional; do constrangimento moral até a devastação
física; da sujeição sexual até a abstenção humana.
Sejamos pois, violentas
na nossa expressão.
Sejamos agressivas em
determinar a nossa conduta diante de um bem comum a todas.
Sejamos contundentes em
atos e palavras, até a exaustão!
Até que da velha ordem
patriarcal reste apenas o estupefato.
Por gerações, mulheres,
sejamos violentas, agressivas e contundentes no combate!
Sejamos melhores que
eles!

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