9 de março de 2013

Poetas são plumas.




Poetas existem para serem livres. Poetas são plumas, vão aonde o vento lhes permite e onde o atrevimento lhes impera. Eu costumo pensar, e alguém pode achar contraditório, que os poetas são semelhantes aos políticos. Poetas e políticos são contraditórios, não precisam exercitar fidelidades a quem quer que seja. A diferença? É que o político é um enganador e sua ética respalda-se em si próprio. Já o poeta, seu fingimento é a dispersão da sua pessoalidade em direção à diversidade encontrada dentro e fora dele. Sua ética é o desprendimento de si mesmo em razão da humanidade, embora talvez não a considere em primeiro momento. O fim não é SI, mas VÓS.



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