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| Fotografia de Theo Moye. |
Durante muito tempo, eu cria que a vida fosse um grande enigma. Eu fazia a alusão da vida como um enorme quebra-cabeça. Eu tentava encaixar fatos e pessoas como se fossem as peças. Todos os acontecimentos deveriam encerrar premissas lógicas e coerentes.
Contudo, há acontecimentos que superam alguma coerência. E há, ainda, a conduta humana. Esta pode ser eivada de incoerência.
A própria relação de coerência é variável de indivíduo para indivíduo. A subjetividade é fator de extrema incoerência. Busquemos antes a maturidade da experiência que a mera coerência.
Quando nos apegamos com essa necessidade viciante, fatalmente tentamos nos encaixar em modelos que descobrimos mais tarde não serem adequados para nós. Ou tentamos tiranizar o comportamento das outras pessoas, a partir dos nossos estereótipos míopes.
Por essa razão, LER É ABRIR PORTAS, CONSTRUIR PONTES, DERRUBAR MUROS. UMA ATITUDE VERDADEIRAMENTE REVOLUCIONÁRIA, PORQUE A MUDANÇA PRIMEIRO DEVE AFETAR A SI PRÓPRIO.

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